quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Levando a bike no carro

     O assunto é polêmico: qual o melhor jeito de transportar a bike no carro?
     Até a lei é atrapalhada, e mesmo com as alterações de maio de 2010, continua dependendo da interpretação e do bom senso (ou da falta dele) do agente de trânsito.
     A resolução 349/2010 diz o seguinte: pode-se levar a bike no teto, em calhas específicas para este fim, mesmo ultrapassando a altura máxima de 50cm acima do teto.
     Pode-se também fazer uso do rack traseiro (tipo transbike) fixo à carroceria do carro ou sobre o engate.
     Aí é que o bicho pega!
     O comprimento da bike não pode exceder a largura do carro.    Caso voce não possua um Porsche Cayenne, sua bike certamente vai sobrar um palmo pra fora.
     Além disso, a bike não pode tampar as lanternas traseiras.     Nesse caso, só carros com a lanterna elevada teriam chance (esquecendo-se que já excedemos a largura), como o Focus Hatch, Punto, etc.
     Calma que ainda não acabou.     Devemos providenciar outra placa, lacrada ao carro, e fixada do lado direito do carro.     MAS COMO?    A bike tampou toda a traseira do carro.
     É como fechar a gaveta e jogar a chave dentro.
    
     Seguindo todas essas exigências, não existe nenhum rack traseiro dentro da lei.   
     Outro ponto que devemos considerar, é a segurança da bike.     No rack traseiro ela está sujeita à sujeira da pista, batidas em manobras ou até no trânsito.
     Vale lembrar: caso um carro bata em sua traseira e este possua seguro contra terceiros, voce deve fazer um Boletim de Ocorrência (ou Termo Circunstancial), tirar fotos dos danos, comprovar a propriedade da bike e apresentar 3 orçamentos de conserto ou compra de outra se for o caso.
     Caso voce tenha dado causa ao sinistro, seu seguro NÃO cobrirá a bike.

     Apesar do trabalho de colocar e tirar a bike no rack de teto, pelo menos aqui a lei é clara: a bike é uma exceção ao transporte de carga no teto com até 50 cm, mas ainda assim, não pode ultrapassar os limites do teto do veículo, tanto na largura como no comprimento.     Por isso, cuidado com alguns tetos de sedãs.
     E o bom senso recomenda um peso máximo de 50Kg sobre estes tetos, que inclui o peso do rack e das calhas.
     Pode-se também usar o Box (aquelas caixas de teto) e guardar a bike sem as rodas.

     Uma alternativa, mais cara, são as carretas do tipo Fazendinha.     Com estas voce paga 50% a mais nos pedágios, porém, pode levar muitas bikes (até 10) bem acomodadas, protegidas e sem esforço para por e tirar.     E fica livre de interpretações dúbias de policiais.
     Mas não esqueça: a nota fiscal da bike pode ser exigida em qualquer condição de transporte.
     Boa viagem.
    

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um pouco sobre seguro automotivo

      Há algumas semanas, em um bate-papo com amigos, ouvi uma história que aconteceu com um deles, e que me chamou a atenção para o desconhecimento da maioria das pessoas sobre seguros automotivos.
      Esse amigo fez um Seguro de Danos Materiais e Corporais contra Terceiros, ou como é mais conhecido, Seguro Contra Terceiros, no valor de R$ 25.000,00 em 2008, e por azar acabou provocando um acidente que gerou a Perda Total do veículo atingido por ele.
      Esse veículo foi avaliado em R$ 60.000,00 à época do sinistro, e este também possuia seguro, que foi usado para ressarcir o proprietário.

      Esse meu amigo ficou tranquilo, achando que estava tudo resolvido, quando há alguns meses atrás teve uma  surpresa: a companhia de seguros daquele veículo moveu ação indenizatória, reclamando o valor atualizado de R$ 75.000,00 mais despesas advocatícias.

      Conversando com meu amigo Fernando, da SAM Corretora de Seguros, em Taubaté, fiquei sabendo que este é um erro muito comum em apólices.      Acontece que normalmente o segurado quer economizar na hora de fazer o seguro do veículo, e solicita um valor baixo contra terceiros, e nem sequer cota outros valores.
      Acredite se quiser, mas para mudar de R$ 30.000,00 para R$ 100.000,00, o valor do seguro (ou prêmio) aumenta alguns reais apenas (não chega a R$ 30,00).
      Ora: olhe agora na sua rua e veja se não tem um carro de R$ 100.000,00 ou mais !!!
     
      Portanto, é muito fácil voce se envolver em um acidente com veículos na faixa de 50 ou 60 mil reais e se voce fez um seguro de 30 mil, voce está literalmente "na roça", por que sua seguradora pagará apenas até o limite do valor contratado por voce, e a diferença vai sair do seu bolso, por bem ou por mal.
      O  Fernando me explicou o seguinte: o valor ideal à contratar contra terceiros, deve ser a soma de seus bens, por que, em uma eventual ação, eles serão penhorados para o pagamento do prejuízo do terceiro (ou terceiros).

      Então, não seja preguiçoso, e peça ao seu corretor várias alternativas para o seu seguro, e peça também que ele lhe explique cada campo da cotação, como perfil, franquia, carro reserva, guincho, etc.

      Nas próximas matérias vamos abordar esses detalhes.

      Abraço.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ligação Elétrica dos Engates

Pessoal:  vamos esclarecer de uma vez a questão da ligação elétrica nos engates automotivos.
Padrões de ligações automotivas devem ser conhecimento básico para qualquer instalador, mas muitos ainda acreditam que as tomadas de engates podem ser ligadas aleatoriamente.    
Então vamos lá.
   Desde 1980 a ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) normatizou a ligação elétrica em engates e carretas, através da NBR 7332.   Após a normatização do próprio engate, essa NBR foi substituida pela NBR 3732/2006, válida à partir de janeiro de 2007.
Porisso, dentro da tomada dos engates existe a indicação de função de cada pino (L é seta esquerda, R seta direita, 54 é freio, e assim por diante).
Falando nisso, já ouvi alguém falando que não se liga o terra na tomada por que não precisa, já que a carreta está aterrada pelo engate.
Precisa, SIM.   Tanto que lá está o pino 31.
Outra coisa: uma boa ligação utiliza relê para cada função, ou seja, 4 relês (lanterna, freio, seta esquerda e seta direita).
A maioria dos instaladores (ainda) não utiliza relês, e faz um "gato" das lanternas traseiras.   Os fios desta lanterna foram dimensionados para o consumo apenas das lâmpadas desta lanterna, e no caso de se utilizar mais lâmpadas neste circuito, vai haver sobrecarga na fiação e fusíveis correspondentes.   No mínimo, pode queimar um fusível, em casos extremos danificar um computador de bordo ou até causar um incêndio.

Portanto, desconfie de uma instalação barata .   Uma boa instalação custa entre R$150,00 e R$200,00, utiliza relês e um fusível independente para o engate, assim, caso haja um curto-circuíto na carreta, as luzes do carro continuarão a funcionar normalmente.
Voce pode testar se a ligação do seu engate está dentro do padrão elétrico ABNT.   Para isso, levante a tampa protetora dos pinos do engate e, com o auxílio de um multímetro, verifique as funções.  
À partir do pino superior e no sentido horário, as funções são: seta esquerda (pino superior), livre, terra, seta direita, lanterna e freio.
A bola do engate e o próprio engate têm vida útil.   Caso sejam usados com frequência, a bola deve ser trocada ao menos a cada ano e o engate a cada 5 anos (no máximo).
Esses componentes sofrem fadiga pelo uso, podendo quebrar com o tempo.
E se voce vai utilizar o engate para rebocar uma carreta, não economize.   Converse com várias lojas à respeito de marcas.   Se o engate quebrar, a conta SEMPRE vai ser salgada.