Há algumas semanas, em um bate-papo com amigos, ouvi uma história que aconteceu com um deles, e que me chamou a atenção para o desconhecimento da maioria das pessoas sobre seguros automotivos.
Esse amigo fez um Seguro de Danos Materiais e Corporais contra Terceiros, ou como é mais conhecido, Seguro Contra Terceiros, no valor de R$ 25.000,00 em 2008, e por azar acabou provocando um acidente que gerou a Perda Total do veículo atingido por ele.
Esse veículo foi avaliado em R$ 60.000,00 à época do sinistro, e este também possuia seguro, que foi usado para ressarcir o proprietário.
Esse meu amigo ficou tranquilo, achando que estava tudo resolvido, quando há alguns meses atrás teve uma surpresa: a companhia de seguros daquele veículo moveu ação indenizatória, reclamando o valor atualizado de R$ 75.000,00 mais despesas advocatícias.
Conversando com meu amigo Fernando, da SAM Corretora de Seguros, em Taubaté, fiquei sabendo que este é um erro muito comum em apólices. Acontece que normalmente o segurado quer economizar na hora de fazer o seguro do veículo, e solicita um valor baixo contra terceiros, e nem sequer cota outros valores.
Acredite se quiser, mas para mudar de R$ 30.000,00 para R$ 100.000,00, o valor do seguro (ou prêmio) aumenta alguns reais apenas (não chega a R$ 30,00).
Ora: olhe agora na sua rua e veja se não tem um carro de R$ 100.000,00 ou mais !!!
Portanto, é muito fácil voce se envolver em um acidente com veículos na faixa de 50 ou 60 mil reais e se voce fez um seguro de 30 mil, voce está literalmente "na roça", por que sua seguradora pagará apenas até o limite do valor contratado por voce, e a diferença vai sair do seu bolso, por bem ou por mal.
O Fernando me explicou o seguinte: o valor ideal à contratar contra terceiros, deve ser a soma de seus bens, por que, em uma eventual ação, eles serão penhorados para o pagamento do prejuízo do terceiro (ou terceiros).
Então, não seja preguiçoso, e peça ao seu corretor várias alternativas para o seu seguro, e peça também que ele lhe explique cada campo da cotação, como perfil, franquia, carro reserva, guincho, etc.
Nas próximas matérias vamos abordar esses detalhes.
Abraço.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ligação Elétrica dos Engates
Pessoal: vamos esclarecer de uma vez a questão da ligação elétrica nos engates automotivos.
Padrões de ligações automotivas devem ser conhecimento básico para qualquer instalador, mas muitos ainda acreditam que as tomadas de engates podem ser ligadas aleatoriamente.
Então vamos lá.
Desde 1980 a ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) normatizou a ligação elétrica em engates e carretas, através da NBR 7332. Após a normatização do próprio engate, essa NBR foi substituida pela NBR 3732/2006, válida à partir de janeiro de 2007.
Porisso, dentro da tomada dos engates existe a indicação de função de cada pino (L é seta esquerda, R seta direita, 54 é freio, e assim por diante).
Falando nisso, já ouvi alguém falando que não se liga o terra na tomada por que não precisa, já que a carreta está aterrada pelo engate.
Precisa, SIM. Tanto que lá está o pino 31.
Outra coisa: uma boa ligação utiliza relê para cada função, ou seja, 4 relês (lanterna, freio, seta esquerda e seta direita).
A maioria dos instaladores (ainda) não utiliza relês, e faz um "gato" das lanternas traseiras. Os fios desta lanterna foram dimensionados para o consumo apenas das lâmpadas desta lanterna, e no caso de se utilizar mais lâmpadas neste circuito, vai haver sobrecarga na fiação e fusíveis correspondentes. No mínimo, pode queimar um fusível, em casos extremos danificar um computador de bordo ou até causar um incêndio.
Portanto, desconfie de uma instalação barata . Uma boa instalação custa entre R$150,00 e R$200,00, utiliza relês e um fusível independente para o engate, assim, caso haja um curto-circuíto na carreta, as luzes do carro continuarão a funcionar normalmente.
Voce pode testar se a ligação do seu engate está dentro do padrão elétrico ABNT. Para isso, levante a tampa protetora dos pinos do engate e, com o auxílio de um multímetro, verifique as funções.
À partir do pino superior e no sentido horário, as funções são: seta esquerda (pino superior), livre, terra, seta direita, lanterna e freio.
A bola do engate e o próprio engate têm vida útil. Caso sejam usados com frequência, a bola deve ser trocada ao menos a cada ano e o engate a cada 5 anos (no máximo).
Esses componentes sofrem fadiga pelo uso, podendo quebrar com o tempo.
E se voce vai utilizar o engate para rebocar uma carreta, não economize. Converse com várias lojas à respeito de marcas. Se o engate quebrar, a conta SEMPRE vai ser salgada.
Padrões de ligações automotivas devem ser conhecimento básico para qualquer instalador, mas muitos ainda acreditam que as tomadas de engates podem ser ligadas aleatoriamente.
Então vamos lá.
Desde 1980 a ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) normatizou a ligação elétrica em engates e carretas, através da NBR 7332. Após a normatização do próprio engate, essa NBR foi substituida pela NBR 3732/2006, válida à partir de janeiro de 2007.
Porisso, dentro da tomada dos engates existe a indicação de função de cada pino (L é seta esquerda, R seta direita, 54 é freio, e assim por diante).
Falando nisso, já ouvi alguém falando que não se liga o terra na tomada por que não precisa, já que a carreta está aterrada pelo engate.
Precisa, SIM. Tanto que lá está o pino 31.
Outra coisa: uma boa ligação utiliza relê para cada função, ou seja, 4 relês (lanterna, freio, seta esquerda e seta direita).
A maioria dos instaladores (ainda) não utiliza relês, e faz um "gato" das lanternas traseiras. Os fios desta lanterna foram dimensionados para o consumo apenas das lâmpadas desta lanterna, e no caso de se utilizar mais lâmpadas neste circuito, vai haver sobrecarga na fiação e fusíveis correspondentes. No mínimo, pode queimar um fusível, em casos extremos danificar um computador de bordo ou até causar um incêndio.
Portanto, desconfie de uma instalação barata . Uma boa instalação custa entre R$150,00 e R$200,00, utiliza relês e um fusível independente para o engate, assim, caso haja um curto-circuíto na carreta, as luzes do carro continuarão a funcionar normalmente.
Voce pode testar se a ligação do seu engate está dentro do padrão elétrico ABNT. Para isso, levante a tampa protetora dos pinos do engate e, com o auxílio de um multímetro, verifique as funções.
À partir do pino superior e no sentido horário, as funções são: seta esquerda (pino superior), livre, terra, seta direita, lanterna e freio.
A bola do engate e o próprio engate têm vida útil. Caso sejam usados com frequência, a bola deve ser trocada ao menos a cada ano e o engate a cada 5 anos (no máximo).
Esses componentes sofrem fadiga pelo uso, podendo quebrar com o tempo.
E se voce vai utilizar o engate para rebocar uma carreta, não economize. Converse com várias lojas à respeito de marcas. Se o engate quebrar, a conta SEMPRE vai ser salgada.
domingo, 28 de novembro de 2010
Defeitos em alarmes de motos
Essa semana recebi telefonemas de 2 concessionárias de motos reclamando de excesso de problemas nos alarmes de motos que eles instalam, e solicitando novo treinamento.
Há 15 anos instalo alarmes em motos, no início adaptando alarmes de carros, e depois instalando os primeiros alarmes fabricados para motos.
Depois, a Pósitron lançou o dela, e à partir dai, só usei essa marca. Não ganho nada pra dizer isso, mas pra azar do mercado, não existe ainda nenhuma outra marca pra concorrer com a Pósitron no mercado de motos. Eu disse AINDA, por que vem novidade por ai.
Bom: essas concessionárias só usam Pósitron, e antes de enviar os alarmes ditos defeituosos, eu testo todos pra ve se realmente têm defeitos. Normalmente não têm.
O que acontece então?
Sempre visito as oficinas de lojas e concessionárias; no início eram treinamentos mesmo, depois um mero bate-papo, onde relembro os procedimentos de instalação, problemas ocorridos em outras lojas, novidades nos alarmes e nas motos...
Depois que vou embora os problemas param por um tempo, mas depois de uns 3 meses começam a voltar. Novo bate-papo, melhoras nas instalações, e o ciclo sempre se repete.
Lógico que existem ótimos instaladores, mas também até já sei quem são as batatas podres.
Sabe como chamo isso? Safadeza. O cara sabe fazer direito, mas parece que quer manchar a imagem da loja. Procedimentos básicos são deixados de lado, como solda nos fios, localização e programação do módulo, fita isolante de boa qualidade, acomodação do chicote.
Acho que a loja deveria instituir uma instalação padrão, e caso encontrasse uma instalação fora desse padrão, poderia punir o instalador. Vale lembrar que quando uma moto volta pra oficina na garantia, o custo para a loja não é apenas da hora trabalhada, mas também tem o custo de imagem, impossível de ser mensurado.
Por isso, além de instituir um padrão mínimo de instalação, as lojas devem fornecer materiais de instalação de qualidade (fios, relês, solda, fita isolante, ferramentas...) e cobrar esse padrão de seus funcionários.
Certa vez fui ajudar a instalar um alarme em uma grande concessionária. \O funcionário estava fazendo uma emenda no chicote do alarme utilizando fio e fita isolante residenciais, comprados na loja ao lado.
Marca famosa de motos.
Há 15 anos instalo alarmes em motos, no início adaptando alarmes de carros, e depois instalando os primeiros alarmes fabricados para motos.
Depois, a Pósitron lançou o dela, e à partir dai, só usei essa marca. Não ganho nada pra dizer isso, mas pra azar do mercado, não existe ainda nenhuma outra marca pra concorrer com a Pósitron no mercado de motos. Eu disse AINDA, por que vem novidade por ai.
Bom: essas concessionárias só usam Pósitron, e antes de enviar os alarmes ditos defeituosos, eu testo todos pra ve se realmente têm defeitos. Normalmente não têm.
O que acontece então?
Sempre visito as oficinas de lojas e concessionárias; no início eram treinamentos mesmo, depois um mero bate-papo, onde relembro os procedimentos de instalação, problemas ocorridos em outras lojas, novidades nos alarmes e nas motos...
Depois que vou embora os problemas param por um tempo, mas depois de uns 3 meses começam a voltar. Novo bate-papo, melhoras nas instalações, e o ciclo sempre se repete.
Lógico que existem ótimos instaladores, mas também até já sei quem são as batatas podres.
Sabe como chamo isso? Safadeza. O cara sabe fazer direito, mas parece que quer manchar a imagem da loja. Procedimentos básicos são deixados de lado, como solda nos fios, localização e programação do módulo, fita isolante de boa qualidade, acomodação do chicote.
Acho que a loja deveria instituir uma instalação padrão, e caso encontrasse uma instalação fora desse padrão, poderia punir o instalador. Vale lembrar que quando uma moto volta pra oficina na garantia, o custo para a loja não é apenas da hora trabalhada, mas também tem o custo de imagem, impossível de ser mensurado.
Por isso, além de instituir um padrão mínimo de instalação, as lojas devem fornecer materiais de instalação de qualidade (fios, relês, solda, fita isolante, ferramentas...) e cobrar esse padrão de seus funcionários.
Certa vez fui ajudar a instalar um alarme em uma grande concessionária. \O funcionário estava fazendo uma emenda no chicote do alarme utilizando fio e fita isolante residenciais, comprados na loja ao lado.
Marca famosa de motos.
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